Geral

A Importância da 1ª Conferência de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná

Introdução ao Evento

Em Foz do Iguaçu, está acontecendo a 1ª Conferência de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná, um evento que reúne benzedeiras, caiçaras, povos ciganos, quilombolas, faxinalenses, cipozeiros, povos de terreiro, pescadores artesanais, ribeirinhos, ilhéus e pessoas de comunidades tradicionais negras. A conferência, que começou na terça-feira (11) e se estende até quinta-feira (13), é promovida pelo Governo do Estado através da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (SEMIPI) e pelo Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais (CEPCT).

Objetivos da Conferência

O principal objetivo da conferência é estabelecer um espaço democrático e participativo que reúna representantes do governo estadual e da sociedade civil organizada. A intenção é promover um amplo debate sobre políticas públicas voltadas a esses segmentos populacionais. A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, destacou a importância do diálogo para a construção de políticas públicas eficazes, afirmando que “só conseguimos construir políticas públicas quando se ouve os interessados”.

Participação e Expectativas

Para o presidente do CEPCT, Gustavo Mussi, a conferência é um momento crucial para estabelecer as bases das demandas para um plano de políticas públicas diretamente direcionadas às comunidades e povos tradicionais. Silvana Rodrigues, também conhecida como Mãe Silvana de Oyá, presidente da Federação Umbandista do Paraná (FUEP), ressaltou a importância de um debate que realmente faça sentido para os povos tradicionais. Já Gedielson Ramos Santos, presidente da Federação das Comunidades Quilombolas do Paraná (FECOQUI), espera que as políticas construídas abracem todos os segmentos tradicionais.

Reflexões Finais

Segundo o procurador-geral do Estado, Luciano Borges, ouvir as reivindicações dos povos participantes é uma prioridade. Ele afirmou que o governo estadual está comprometido em ser um agente de transformação para os grupos vulneráveis, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e suas necessidades atendidas. Este evento representa um momento histórico de diálogo entre o poder público e a sociedade civil organizada, focado em atender os anseios de cada grupo tradicional do Paraná.