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Fechamento da agência de notícias argentina Télam gera polêmica

O anúncio do fechamento da agência pública de notícias da Argentina, Télam, pelo presidente Javier Milei, tem gerado polêmica no país. Após o anúncio, a página da agência saiu do ar e exibe a mensagem “página em reconstrução”. Além disso, os trabalhadores receberam um comunicado informando que estavam dispensados do trabalho pelos próximos 7 dias, e o prédio da agência foi cercado por grades, impedindo o acesso.

Organizações que representam os jornalistas argentinos estão promovendo um ato em frente à sede da Télam, em Buenos Aires, em protesto contra a decisão do governo. Alegam que o fechamento da agência é um ataque à liberdade de expressão e destacam a importância dos serviços prestados pela Télam em todo o país, como notícias, fotos, boletins, áudio e vídeo.

Javier Milei justificou a decisão alegando que a agência tem sido utilizada como “meio de propaganda kirchnerista”, referindo-se ao movimento político liderado pelos ex-presidentes Néstor Kirchner e Cristina Kirchner. Em fevereiro, Milei já havia intervindo nos meios públicos argentinos, substituindo as diretorias por gestores nomeados pelo governo, o que gerou especulações sobre a privatização ou extinção desses meios.

No entanto, especialistas em comunicação afirmam que ainda não está claro se o governo pode fechar a Télam sem autorização do Legislativo, já que um decreto de necessidade e urgência modificou as capacidades do governo de intervir em empresas públicas. A questão provavelmente será objeto de revisão judicial.

O fechamento da agência Télam levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa na Argentina e o futuro dos meios de comunicação públicos no país. A controvérsia em torno dessa decisão continua a crescer, e é provável que haja mais debates e ações legais no futuro próximo.