Dengue em São José dos Pinhais, Secretaria Municipal de Saúde diz que caso é de 2018, mas alerta: A campanha continua

Dengue em São José dos Pinhais, Secretaria Municipal de Saúde diz que caso é de 2018, mas alerta: A campanha continua

Aedes aegypti

Após a Secretaria de Estado da Saúde  emitir o boletim epidemiológico da dengue nesta terça-feira (19) apontando o primeiro caso autóctone de dengue em São José dos Pinhais, ou seja, contraído na própria cidade, o secretário municipal de saúde, Giovani de Sousa e o diretor geral da vigilância sanitária, Odevair Mathias  em entrevista para o site CN10, comunicaram que o caso em questão é do final de 2018 e que para o paciente foram tomadas todas as medidas sanitárias necessárias, tais como:

  • Bloqueio, tratamento e acompanhamento do paciente;
  • Identificados os possíveis locais e situações propicias ao criadouro do mosquito, assim como o combate efetivo e campanha dirigida na região, além de campanha maciça em toda a cidade;
  • Adotadas as medidas educativas e/ou legais, a partir das irregularidades constatadas; e
  • Comunicado as situações de risco à coordenação estadual do programa de controle da dengue para providências complementares, sendo este o caso notificado no boletim estadual.

Neste momento a equipe municipal de vigilância sanitária e equipe das UBS tem trabalhado intensamente na campanha e vacinação de combate à dengue, neste último sábado (16/02) foi executado um mutirão nos postos, onde 10 mil pessoas foram vacinadas.

Alertamos que apesar dos esforços de nossa equipe de saúde e das campanhas de vacinação, a população deve participar e ficar sempre atenta, este é um processo cíclico, onde não se para nunca o combate às enfermidades, sejam endêmicas ou epidêmicas, mas principalmente a proteção à saúde e nossa vida”, disse Giovani de Souza.

Porém, tanto a secretaria estadual como municipal alertam que toda a população deve colaborar para combater os criadouros. No Paraná, já são 346 casos autóctones de dengue, registrados em 63 municípios. Entretanto, há notificações, ainda em investigação, em 275 dos 399 municípios paranaenses. Há uma semana eram 268 municípios com casos suspeitos.

“Precisamos cada vez mais da colaboração da população, já que os criadouros de mosquitos estão, em na maioria, nas propriedades particulares”, diz a médica veterinária Ivana Belmonte, da Superintendência de Vigilância em Saúde. Ela lembra que as larvas do mosquito podem estar em qualquer tipo de água parada, das maiores às mais insignificantes.

É preciso que os quintais sejam limpos todas as semanas para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos.

“As recomendações são as mesmas e dependem da boa vontade das pessoas individualmente”, destaca Ivana. Ela lembra que ainda estamos longe do final do verão, estação em que os mosquitos se manifestam com mais intensidade.

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