Estudo detecta 40 variações genéticas para o câncer colorretal

Estudo detecta 40 variações genéticas para o câncer colorretal

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou 40 novas variantes genéticas envolvidas na predisposição para o surgimento do câncer colorretal, uma descoberta que ajudará a aprofundar o conhecimento dos tumores e a criar formas de prevenção para a população. Certas alterações no DNA da linhagem germinativa – aquele que está presente em todas as nossas células ao nascer – podem predispor à doença, daí a importância de detectá-las.As novas 40 variantes se somam às já identificadas em estudos anteriores, o que aumenta para 100 o número de fatores genéticos conhecidos até o momento, e que têm envolvimento na predisposição para esta doença.

As conclusões do estudo são importantes para avançar na arquitetura “genética” deste câncer, que é o terceiro mais frequente (10,2% do total) no mundo, segundo dados recentes da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer.

Pesquisa

A pesquisa, publicada na revista Nature Genetics, é uma das maiores já feitas até o momento sobre o tema e foi realizada com o genoma completo de 125.478 pessoas dos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Áustria, Espanha, República Tcheca, Alemanha, Reino Unido e Suécia.

Elas foram divididas em 21 grupos, e o estudo foi coordenado pelo Genetic and Evolutionary Computation Conference (Gecco), dos Estados Unidos, segundo uma nota do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede da Espanha, que participou da pesquisa.

Entre as variantes identificadas, destaca-se a primeira variante genética rara de predisposição germinativa para a doença perto do gene CHD1. Além disso, as variantes ressaltam novos genes e vias de sinalização envolvidas no surgimento deste câncer.

De acordo com o pesquisador Sergi Castellví-Bel, com essas variantes seria possível calcular o risco individual associado à doença e fazer ações preventivas para quem tiver um nível mais alto. Segundo o cientista, o estudo permite ampliar o conhecimento dos processos biológicos envolvidos no surgimento do câncer, o que pode propiciar o desenvolvimento de medicamentos voltados à prevenção.

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