Arqueólogos descobrem máscara de pedra de 9 mil anos na Cisjordânia

Arqueólogos descobrem máscara de pedra de 9 mil anos na Cisjordânia

Por Agência EFE  JERUSALÉM

O anúncio hoje (28) da descoberta de uma máscara de pedra de 9 mil anos de antiguidade perto do assentamento judaico de Pnei Hever, na Cisjordânia ocupada, reforça a teoria dos arqueólogos de que encontraram um centro de produção de máscaras do Neolítico.A peça, talhada em pedra caliça amarela rosácea e com quatro buracos no seu perímetro, provavelmente para amarrá-la a um rosto humano vivo ou a um bastão ou instrumento similar para sua exibição, segundo os arqueólogos, foi encontrada há alguns meses.

Máscara de pedra de nove mil anos foi levada para análise nos laboratórios da Autoridade Arqueológica de Israel   (Divulgação/Agência EFE)

A máscara foi transportada para análise nos laboratórios da Autoridade Arqueológica de Israel (AAI), em Jerusalém. O estudo inicial da máscara será apresentado amanhã (29) na reunião anual da Sociedade Pré-Histórica de Israel.

“É uma descoberta arqueológica extraordinária. E mais incomum ainda é que saibamos de que jazida provém”, declarou Ronit Lupu, da unidade de Prevenção de Roubos de Antiguidades da AAI, em comunicado.

“Que saibamos o lugar específico onde foi descoberta faz com que esta máscara seja mais importante que a maioria das outras deste período que conhecemos”, acrescentou a arqueóloga.

Peça rara

Lupu destacou que o alto nível de acabamento da peça também a distingue. Segundo o diretor do Departamento de Pesquisa Arqueológica da AAI, Omry Barzilai, as máscaras de pedra estão relacionadas com a revolução agrária.

“A transição de uma economia baseada na caçada e coleta a uma baseada nos princípios da agricultura e da domesticação de plantas e animais esteve acompanhada de mudanças na estrutura social e de um aumento substancial nas atividades religiosas rituais”, afirmou.

“A descoberta de elementos rituais daquele período inclui figuras humanas, caveiras engessadas e máscaras de pedra”, completou Barzilai.

Segundo os pesquisadores, há apenas outras 15 máscaras conhecidas no mundo que datam desse período, e só duas delas foram descobertas em um contexto arqueológico claro. As restantes se encontram em coleções privadas, o que dificulta o seu estudo.

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