Conab anuncia recuo de 3,4% na safra de grãos

Conab anuncia recuo de 3,4% na safra de grãos

O volume ainda representa a segunda maior colheita do Brasil

“A motivação continua e, para o próximo ano, acreditamos que podemos passar dos 240 milhões de toneladas”, disse o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Wilson Vaza, ao afirmar que, apesar do recuo, há uma boa resposta dos setores ao plano safra anunciado pelo governo.

Alto Paraíso (GO) - Plantação de soja em área do município de Alto Paraíso mostra o avanço da fronteira agrícola na região da Chapada dos Veadeiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O cultivo de soja passa dos 33,9 milhões de hectares para 35,1 milhões (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O resultado do levantamento apresentado hoje também é menor do que o do último dia 10 de maio, quando a Conab apontava para uma produção de 232,6 milhões de toneladas. No período, assim como agora, o volume projetado também era impulsionado pela soja (117 milhões de toneladas) e pelo milho total (89,2 milhões de toneladas). Mas, nessa comparação, o recuo foi atribuído a impactos climáticos que afetaram a produção do milho segunda safra.

Sobre a área semeada, a Conab manteve a estimativa de maior da série histórica, com uma ocupação de 61,6 milhões de hectares de terras no país. Diferentemente da relação feita sobre a colheita, em relação à área, há expectativa de aumento de 1,1% na comparação com a última safra. Ou seja, quase 400 mil hectares a mais em plantação, que, pela ordem de ganho, deve-se, principalmente, ao cultivo de soja dos 33,9 milhões de hectares para 35,1 milhões. Cultivos do algodão e do feijão e as culturas de inverno também ajudaram a ampliar a previsão da área produtiva.

Além do levantamento de grãos, a Conab ainda lançou o Portal de Informações Agropecuárias, que vai reunir dados nacionais em um único sistema. As informações vão desde custo de produção agrícola, preços, dados de safra, de oferta e demanda de mercado, até dados de estoques públicos de alimentos em cada unidade da federação e valor de frete nas principais rotas de escoamento.

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