São José dos Pinhais: Diretora de escola estadual envolvida em escândalo nas redes sociais

São José dos Pinhais: Diretora de escola estadual envolvida em escândalo nas redes sociais

Algumas vezes sou criticado por expor imagens de violência, mortes, suicídios e brigas  em editorias policiais. “Não sou ético”, dizem, mesmo sabendo que para a imprensa é mais uma notícia.

Os faço, particularmente sou contra este tipo de exposição (em grande maioria, as fotos destas matérias são desfocadas com o intuito de preservar a pessoa) quem somos nós para julgar o que se passa na cabeça dos envolvidos, quais os motivos? Porém, por mais que não goste, por força da profissão não me cabe entender e nem saber, apenas informar.

Onde eu quero chegar? Para a exposição de pessoas nas redes sociais, não há mais limites, não há mais legalidade ou ilegalidade que imponha o medo. A impunidade permite-nos ser jurados, advogados e juízes ao mesmo tempo. E o pior, também executamos a sentença de forma imediata, acabamos com a vida de outros, sem se preocupar se há mais envolvidos, familiares ou amigos, maiores ou menores, dependentes ou não.

Batemos fotos, filmamos ou simplesmente compartilhamos a orgia, a maldade e a dor dos outros, não nos compete tentar ajudar, intervir ou tentar algo qualquer. Em nosso íntimo, como forma de nos inocentar de culpa, dizemos, “Foi à pessoa que errou!” ou “Não há nada a ser feito!”.

Recentemente São José dos Pinhais teve um caso de relacionamento extraconjugal, onde alguns “supostos amigos” de um caminhoneiro fizeram a filmagem da traição, (e visivelmente bêbados) foram até a casa do traído e mostraram o filme, na frente dos filhos deste, se intitulando os donos da moral e dos bons costumes.

Agora está circulando nas redes sociais, prints de conversa, fotos e um vídeo envolvendo cenas de sexo de uma diretora de escola estadual de São José dos Pinhais. Os comentários são quase sempre os mesmo, neste caso com uma pequena diferença: O episódio é local, regional, aconteceu no quintal de nossa cidade.

De mim, não há o que comentar, me reservei apenas como imprensa escrever este artigo (sem nomes, sem rostos, sem fotos e sem vídeo). Não adianta pedir, não vi, não guardei e automaticamente apaguei as conversas do meu celular. A profissão também me orienta e me protege disso, sinceramente não me interessa nem saber quem é ou o porquê. Espero apenas que os atores amadores destes “escândalos/tragédias” consigam sobreviver, se recuperar e tentar voltar à sua vida normal.

 

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