Instituto Biológico festeja hoje 90 anos de pesquisas para o agronegócio

Instituto Biológico festeja hoje 90 anos de pesquisas para o agronegócio

Instituto Biológico festeja hoje 90 anos de pesquisas para o agronegócio

O Instituto Biológico (IB) completa hoje (6) 90 anos de atividades. Criado para desenvolver e transferir conhecimento científico e tecnológico para o agronegócio, ele é uma referência no país nas áreas de sanidade animal e vegetal.

O instituto Biológico é responsável também pela formação de cientistas, e a data será celebrada nesta segunda-feira, a partir das 15h, na sede da entidade, na Vila Mariana, em São Paulo. A comemoração ocorrerá antes de um seminário que pretende discutir os desafios do agronegócio no Brasil. Durante o evento, será lançado o livro Instituto Biológico – 90 anos Inovando o Presente.

A ideia de se criar um instituto tecnológico e de pesquisa em São Paulo destinado ao desenvolvimento das áreas de sanidade animal e vegetal surgiu pela necessidade inicial de tratar o café. Em 1924, uma praga chamada broca, que perfurava as cerejas do café, apareceu nos cafezais paulistas. Para combatê-la, foi criada uma comissão – formada por pesquisadores e chefiada por Arthur Neiva, Ângelo da Costa Lima e Edmundo Navarro. Dessa comissão, anos depois, já em 1927, criou-se o Instituto Biológico e Defesa Agrícola que, em 1937, passou a ser chamado apenas de Instituto Biológico.

“Um dos maiores entraves para importação e exportação de produtos pelos países é a sanidade. O Instituto Biológico tem papel fundamental na realização de diagnósticos que mostram que os produtos brasileiros estão livres de contaminação e podem ser exportados”, disse Antonio Batista Filho, pesquisador e diretor-geral do IB.

A instituição mantém laboratórios e unidades de pesquisa em São Paulo, Campinas, Bastos e Descalvado. As unidades laboratoriais realizam 40 tipos de ensaios para pragas e doenças em animais e plantas e uma média de 585 diagnósticos por dia nas áreas de sanidade animal e vegetal.

Ao longo de todo o ano passado, foram mais de 200 mil diagnósticos. “Esses diagnósticos constituem uma ferramenta básica para ações dos órgãos de defesa estadual e federal, com vistas a evitar a entrada ou circulação de pragas e doenças dentro do país”, disse Batista Filho.

Controle biológico

Já na área de pesquisa, o Instituto Biológico desenvolve, por exemplo, trabalhos de controle biológico da cana-de-açúcar, da soja e de seringueiras. Há na entidade 137 projetos de pesquisa em andamento nas áreas de sanidade animal e vegetal, pragas urbanas e monitoramento de resíduos de agroquímicos.

No caso da cana-de-açúcar, por exemplo, o trabalho de controle da cigarrinha gerou uma economia de R$ 60 milhões para o setor. Há também um trabalho de controle de praga urbana e o instituto é a única entidade do país que identifica e propõe métodos para o controle dessas pragas em museus e edifícios históricos.

O Instituto Biológico mantém ainda o Planeta Inseto, o único zoológico de insetos do país, que tem o objetivo de mostrar a importância dos insetos no nosso cotidiano. O museu é gratuito e conta com 25 atrações.

A instituição mantém também um cafezal urbano, na região da Vila Mariana, de cerca de 10 mil metros quadrados, com dois mil pés de café do tipo arábica. O cafezal faz parte do projeto Ciclos Econômicos Agrícolas, que mostra a importância econômica do ciclo do café, do pau-brasil, da seringueira e da cana-de-açúcar.

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