E quando Lula vier para Curitiba?

A guerra política entre direita e esquerda está chegando a um patamar de intolerância sem fim. Manifestação é um direito que deve ser defendido e até usado, foram através delas que gerações passada e atual nos deram a liberdade que temos hoje.

É obvio que quando manifestantes quebram e depredam patrimônios, deixa de ser manifesto para ser vandalismo. É obvio que quando policiais, jornalistas e manifestantes são agredidos, acabou-se a manifestação, virou violência apenas violência.

Mas quando pessoas passam a admirar e incentivar essas agressões, isso pra mim é uma doença social, um “psicopatismo” e rancor profundo guardado no fundo do âmago.

Até hoje eu me perguntava o porquê de Roma lotar o Coliseu de homens, mulheres e crianças que ovacionavam alegremente a carnificina e morte brutal de cristãos por leões.

Esta foto onde um manifestante foi atingido por um porrete com tanta violência que chegou a estilhaçar o bastão, na qual o autor da agressão, infelizmente um policial militar, saiu rindo do local, deixando o agredido em estado grave no chão, foi publicada no G1, e lendo os comentários postados lá, com mensagens de ódio contra o manifestante, eu entendo que os espetáculos de Roma de Roma.

Em tempo: O manifestante Mateus Ferreira da Silva teve traumatismo cranioencefálico e múltiplas faturas. Ele é estudante Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG). A universidade repudiou, em nota, a violência sofrida pelo estudante e informou que o reitor Orlando Amaral irá cobrar da Secretaria de Segurança Pública a apuração dos fatos e punição dos responsáveis. “A UFG é histórica defensora do direito à livre manifestação e condena com veemência atos de repressão que venham a cercear esse princípio democrático”.

Eu fico imaginando como será a “BATALHA CIVIL URBANA” nas ruas de Curitiba quando Lula vier para ser interrogado.